segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Obrigada.



Obrigada por você, pelos momentos que não poderiam ser explicados, pois beiram a surrealidade, o texto é clichê, eu sei, mas traduz um tanto do que sinto. É como se eu conseguisse me teletransportar desde minha infância mais inocente ao ápice da minha maturidade. Você consegue trazer à tona todas as minhas faces, que não são muitas, mas que me completam. Consegue até me irritar, e em questão de segundos me deixar às gargalhadas, rindo à toa do vento, fala dos meus infinitos defeitos, mas adora minhas qualidades, ao ponto de me elogiar e me colocar nas nuvens, tradução perfeita de como é se sentir amada.
Como é bom amar, ir dormir assim, antes disso, poder olhar aquilo, pessoa mais linda e mais digna de um amor verdadeiro, poder compartilhar cada vivência com um jeito tão maravilhoso de ser, se apaixonar, não é tão complicado, é só te observar e enxergar uma dádiva.
"Se isso não é amor, o que mais pode ser? Estou aprendendo também..." 
Se eu te disser que meus sonhos são realizados porque luto para alcançá-los, acreditaria, mas se eu dissesse que você é meu sonho todo dia e que faço de tudo para que ele aconteça e para que eu não acorde tão cedo, acreditaria?!
Obrigada! 



E.D.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sem a gramática...


Eu aprendi, sem a gramática... que saudade não tem tradução ...
Eu aprendi que silêncio é o calar dos meus lábios juntos ao teu
Eu aprendi que o frio na barriga passa de borboletas no estômago,
Eu aprendi que o doce não só é o 'Suficientemente temperado com açúcar', é êxtase!
Que dias podem ser curtos e rodeados de gargalhadas
Que o dia de chuva pode ser melhor que o esperado
Que desejo é tão bom, quando é expressado
Dai eu sinto
Dai eu vejo...
Daí eu reaproveito e reaaprendo a reaprender novamente o que eu aprendi sobre sentimento...




domingo, 12 de dezembro de 2010

Platônico...


Platão diz que o amor "é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedidas ao homem." 
Exatamente. Ele tem uma visão muito exaltada do amor entre os sexos e, na verdade, não quer que subestimemos o seu alcance e significado. Acho que ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, dos 7 que afirma existir, porque, sob a influência da paixão física, perdemos de vista perspectivas e prioridades. A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo rs. 
Quando você está apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa. Isso não é necessariamente falso. Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa. Você só precisa transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela. 

Pensei [tenso] rs... Quem sou eu para responder se algo existe ou não?... Se é possível ser sentido ou não? Mas assim mesmo me afoitei e me afrontei a falar. O amor platônico, diz o pensamento comum, é aquele que não se consuma sexualmente, (na maioria dos casos) é um amor admiração, distante, reverente, encantador e calado da alma. Posso me arriscar a dizer que eu já senti isso, principalmente na fase de que tudo é TUDO, quando o auge (O ponto mais elevado que uma coisa pode atingir.) da bobagem é a bobagem que se quer acreditar e viver, quando não me achava essas coisas todas, então eu “amava” à distância (segura).

Também posso dizer que acredito nessa expressão amorosa. E mais, acho que pode ser um bom treino, antes de adentrarmos nas agruras amorosas. Sabe quando um surfista treina o uso da prancha na areia? Quando um pintor imagina sua obra por um longo tempo antes de expressa-la em uma tela? Quando um beber por horas, dias ininterruptos engatinha até conseguir finalmente seu próprio equilíbrio para se sentir omnipotente e andar? È Isso! São as primeiras disparadas no mar, melhor, no oceano amoroso da vida.

Todavia tive esse tipo de admiração distante até perto dos vinte e poucos anos de idade, nessa época ainda tinha dúvidas sobre o meu poder de atração de realidade de fidelidade.Então eu acho que esse tal amor platônico, existe sim rs... Tem a ver com insegurança, medo, e se demorar muito ele passa do positivo treino para a negativa fuga, mais claro isso depende de como você se porta a ele, de o que você se mostra disposto, de um tipo de experiência, que sim, pode ser muito dolorosa, mas também traz muito prazer e autoconhecimento.

Neste momento de minha vida, eu começo a vislumbrar outro aspecto desse nexo sublime, algo como um amor fraternal, sereno, sem necessidade da paixão avassaladora, algo mais refinado, penso que seria um outro estágio do amor platônico, aquele em que só a presença do outro já preenche todas as necessidades afetivas.Não é mais um amor distante é um amor de alma, onde a união ocorre em outro nível, não mais no físico e sim no espírito e preenche todas as lacunas que jamais um encontro puramente e físico poderá suprir.

Agora posso dizer, amor platônico existiu e existe, em todos os estágios, pelo menos na minha vida. E na sua?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Máscaras

Tenho de confessar que o carnaval das fantasias me cansa. O desfile das escolas de samba me causa um tédio sem fim. Aquelas pessoas bonitas pela máscara usada, aquela que não bobrevive não só os 4 dias do carnaval, mais sim mais dias do que a no calendario anual.
Isso não se deve a nenhuma implicância minha com o carnaval. Eu até que gostaria de sentir entusiasmo. Pensei, então, que, quem sabe, um carnaval diferente… Carnaval da cara limpa, esse seria mais dificil, complicado, até perplexo de pular...

Segundo Bachelard escreveu que máscaras se resume a um ensaio em que chama a nossa atenção para o fato de que, antes de existirem como objetos usados para esconder o rosto, as máscaras moram dentro de nós como entidades de nosso psiquismo. Todas as vezes que olhamos para um rosto e ele nos parece misterioso, lugar onde um segredo se esconde, estamos pressupondo que ele não é um rosto mas uma máscara, uma dissimulação. Isso já é sabido de longa data. Está dito na palavra “pessoa”, que vem do latim persona, que quer dizer “máscara de teatro”. O teatro é algo que precisa de um público para existir, e a falsidade contida nas máscaras, uma pessoa para revela-la Não somos nós que pintamos as nossas máscaras. Álvaro de Campos dizia que ele era o “intervalo” entre o seu desejo, o seu eu verdadeiro, e aquilo que os desejos dos outros haviam feito dele, a máscara. Essa máscara que se chama pessoa e que é representada pelo meu nome é uma evidência de que eu não me pertenço. Pertenço ao público. Pela máscara torno-me um peixe apanhado nas malhas das redes do público. Pela máscara não sou meu. Sou deles. Aí eles me fritam do jeito que desejam.

Há um princípio da medicina homeopática que diz que '' O semelhante se cura pelo semelhante ''
e que esse princípio homeopático é usado: máscaras de papel e tinta para nos libertar da tirania da máscara colada em nosso rosto. Ponho a máscara de papel e tinta sobre a máscara de carne e ninguém fica sabendo quem sou. Fico desconhecido, sem nome. Estou livre do público. Posso deixar que o meu eu verdadeiro saia.
Mas as máscaras de papel e tinta padecem de grave limitação. Chega sempre a hora em que elas têm de ser tiradas. Sobre isso se escreveu um conto, não me recordo o autor.

 - Marido e mulher procuraram conventos onde ficar a salvo das tentações do carnaval. Representavam fielmente o papel que estava escrito nas máscaras coladas sobre os seus rostos. Mas dentro de suas malas os seus eus verdadeiros haviam colocado secretamente máscaras de papel e tinta: escondidos atrás delas eles seriam livres, pelo menos durante os curtos dias de carnaval. As despedidas de marido e mulher nem bem haviam terminado e já as mãos procuravam as máscaras. Adeus conventos! Três dias livres das imposições das máscaras de carne, três dias sem nome, três dias de liberdade. Marido e mulher, escondidos atrás das máscaras, descobriram parceiros maravilhosos com quem dançaram, brincaram e tiveram prazeres nunca tidos um com o outro. Mas, finalmente, a hora de se tirarem as máscaras. Meia-noite: tiradas as máscaras, marido e mulher se descobrem um nos braços do outro…
Carnaval é usar máscara para tirar a máscara. Trata-se de um artifício complicado, que só se usa diante daqueles que é preciso enganar para se ser livre.
Mas não será possível simplesmente tirar a máscara de carne e osso e sermos nós mesmos, sem nenhum disfarce?

É essa busca que se encontra descrita num dos poemas do Alberto Caeiro.
Procuro despir-me do que aprendi,
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar minhas emoções verdadeiras e ser eu, não Alberto Caeiro…


As máscaras de carnaval podem ser colocadas, retiradas pela própria pessoa. Mas a máscara colada no nosso rosto só pode ser retirada por uma outra pessoa. Ela só se desprega da nossa pele quando tocada pelo toque do amor. E assim sabemos que estamos amando: quando, diante daquela pessoa, a máscara cai e voltamos a ser crianças…

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Das pessoas

Pessoas assim;

Como um pedido realizado...
Um sonho encantado,
Sentido açucarado...
Que ameniza a dor do saber...
Sem saber!
Sentir, e basta!
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Olhar nos olhos das pessoas. Qualquer pessoa desconhecida (olhos de pessoas que já conheço é uma condição e não uma paixão). Ando nas ruas procurando olhos, mas quando um olho me olha de volta, desvio.
A paixão é por olhar sem ser vista, quando me descobrem a paixão acaba. Isso porque normalmente as pessoas se incomodam com essa minha mania, não é comum gostar de ser olhado no olho, daí eu tenho que olhar pra baixo, fingir que não tava olhando, corta o meu clima. Podem observar o incômodo que isso causa… Talvez esteja aí uma das minhas dificuldades em participar desse mundo meio virtual. O que muitos acham uma facilidade para se relacionar, pra mim é quase uma incoerência. Da mediação de um computador dá uma sensação mais racional do que eu sou capaz de lidar rs…

Saber os porquês. Me chamam de mental, curiosa e racional. Mas paixão é paixão, não consigo controlar! TUDO tem que ter porquê. A gente pode até não saber qual é, mas existe! O que acontece é que é bem mais fácil me chamar de chata e criticar minha curiosidade, do que admitir algumas ignorâncias. Especialmente quanto àquelas perguntas super-intrigantes de coisas que nunca se tinha parado pra pensar antes. A coisa ficar ainda pior quando essas as duvidas são exatamente aquelas acerca de intimidades ou práticas que repetimos copiosamente sem nunca ter pensado o por que!
O que eu vou citar agora poder ser brega, mas vou fazer assim mesmo rs. Acho que aqui cabe perfeitamente o trecho de uma música que eu adoro, de um artista que eu adoro, e que se pudesse eu casava, [tenso] até porque eu ia ter um sogro muito legal também, maginaaa…

“… Todo mundo diz que sabe ,
Quando diz que não sabe é porquê?
É charmoso não saber algo que todas as pessoas já sabem como é,]
Todo mundo é especial é original, é o que todos queriam ser,
Não basta ser inteligente, tem que ser mais que o outro
Pra ele te reconhecer,
Mas eu…, sou melhor que você
Eu sou melhor que você, …, mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém, mais ninguém”
Moreno Veloso ( Eu sou melhor que você ).

Ficar com mãos ressecadas de virar páginas de livros velhos e amar a fantasia de que é uma verdadeira delícia lê-los à sombra de uma árvore. Sim, porque é apenas uma linda fantasia. Fantasia essa, muitas vezes inspiradas por essas próprias paginas velhas. Nunca consegui ler mais de duas páginas deitada debaixo de uma árvore. Não acho a posição certa, ou quando finalmente me ajeito, formigas parecem ter um peculiar prazer em me tirar da posição até que mais uma vez eu desista dessa fantasia…Quanto às paginas velhas e a mão ressecada, dão um ar de quase erudição, essa sensação vintage exerce sobre mim um fascínio, por isso tenho um apego, que nem vários estímulos de um brilhante design gráfico conseguem substituir.

Praticar meu azar no amor com sorte no jogo. O inverso também. Ainda não consegui chegar a um por quê, mas essa é uma ótima "tiro e queda". Não sei se é porque quando estamos apaixonados não nos concentramos muito no jogo, ou porque quando não estamos, procuramos satisfação em outros campos, como uma vitória. Só sei que isso ainda não é muito bem resolvido dentro de mim, mas sem dúvida a jogatina serve como ótimo termômetro da minha vida amorosa! Mais do que horóscopo, sinastria de casais, tarô, Chat de relacionamento. Não invalido essas outras formas, até porque faço uso de quase todas,  mas cada um deve se ater à ferramenta que melhor se entende, certo?!

Seja só... Feliz!