Platão diz que o amor "é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedidas ao homem."
Exatamente. Ele tem uma visão muito exaltada do amor entre os sexos e, na verdade, não quer que subestimemos o seu alcance e significado. Acho que ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, dos 7 que afirma existir, porque, sob a influência da paixão física, perdemos de vista perspectivas e prioridades. A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo rs.
Quando você está apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa. Isso não é necessariamente falso. Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa. Você só precisa transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela.
Pensei [tenso] rs... Quem sou eu para responder se algo existe ou não?... Se é possível ser sentido ou não? Mas assim mesmo me afoitei e me afrontei a falar. O amor platônico, diz o pensamento comum, é aquele que não se consuma sexualmente, (na maioria dos casos) é um amor admiração, distante, reverente, encantador e calado da alma. Posso me arriscar a dizer que eu já senti isso, principalmente na fase de que tudo é TUDO, quando o auge (
O ponto mais elevado que uma coisa pode atingir.) da bobagem é a bobagem que se quer acreditar e viver, quando não me achava essas coisas todas, então eu “
amava” à distância (segura).
Também posso dizer que acredito nessa expressão amorosa. E mais, acho que pode ser um bom treino, antes de adentrarmos nas agruras amorosas. Sabe quando um surfista treina o uso da prancha na areia? Quando um pintor imagina sua obra por um longo tempo antes de expressa-la em uma tela? Quando um beber por horas, dias ininterruptos engatinha até conseguir finalmente seu próprio equilíbrio para se sentir omnipotente e andar? È Isso! São as primeiras disparadas no mar, melhor, no oceano amoroso da vida.
Todavia tive esse tipo de admiração distante até perto dos vinte e poucos anos de idade, nessa época ainda tinha dúvidas sobre o meu poder de atração de realidade de fidelidade.Então eu acho que esse tal amor platônico, existe sim rs... Tem a ver com insegurança, medo, e se demorar muito ele passa do positivo treino para a negativa fuga, mais claro isso depende de como você se porta a ele, de
o que você se mostra disposto, de um tipo de experiência, que sim, pode ser muito dolorosa, mas também traz muito prazer e autoconhecimento.
Neste momento de minha vida, eu começo a vislumbrar outro aspecto desse nexo sublime, algo como um amor fraternal, sereno, sem necessidade da paixão avassaladora, algo mais refinado, penso que seria um outro estágio do amor platônico, aquele em que só a presença do outro já preenche todas as necessidades afetivas.Não é mais um amor distante é um amor de alma, onde a união ocorre em outro nível, não mais no físico e sim no espírito e preenche todas as lacunas que jamais um encontro puramente e físico poderá suprir.
Agora posso dizer, amor platônico existiu e existe, em todos os estágios, pelo menos na minha vida. E na sua?