segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Obrigada.



Obrigada por você, pelos momentos que não poderiam ser explicados, pois beiram a surrealidade, o texto é clichê, eu sei, mas traduz um tanto do que sinto. É como se eu conseguisse me teletransportar desde minha infância mais inocente ao ápice da minha maturidade. Você consegue trazer à tona todas as minhas faces, que não são muitas, mas que me completam. Consegue até me irritar, e em questão de segundos me deixar às gargalhadas, rindo à toa do vento, fala dos meus infinitos defeitos, mas adora minhas qualidades, ao ponto de me elogiar e me colocar nas nuvens, tradução perfeita de como é se sentir amada.
Como é bom amar, ir dormir assim, antes disso, poder olhar aquilo, pessoa mais linda e mais digna de um amor verdadeiro, poder compartilhar cada vivência com um jeito tão maravilhoso de ser, se apaixonar, não é tão complicado, é só te observar e enxergar uma dádiva.
"Se isso não é amor, o que mais pode ser? Estou aprendendo também..." 
Se eu te disser que meus sonhos são realizados porque luto para alcançá-los, acreditaria, mas se eu dissesse que você é meu sonho todo dia e que faço de tudo para que ele aconteça e para que eu não acorde tão cedo, acreditaria?!
Obrigada! 



E.D.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sem a gramática...


Eu aprendi, sem a gramática... que saudade não tem tradução ...
Eu aprendi que silêncio é o calar dos meus lábios juntos ao teu
Eu aprendi que o frio na barriga passa de borboletas no estômago,
Eu aprendi que o doce não só é o 'Suficientemente temperado com açúcar', é êxtase!
Que dias podem ser curtos e rodeados de gargalhadas
Que o dia de chuva pode ser melhor que o esperado
Que desejo é tão bom, quando é expressado
Dai eu sinto
Dai eu vejo...
Daí eu reaproveito e reaaprendo a reaprender novamente o que eu aprendi sobre sentimento...




domingo, 12 de dezembro de 2010

Platônico...


Platão diz que o amor "é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedidas ao homem." 
Exatamente. Ele tem uma visão muito exaltada do amor entre os sexos e, na verdade, não quer que subestimemos o seu alcance e significado. Acho que ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, dos 7 que afirma existir, porque, sob a influência da paixão física, perdemos de vista perspectivas e prioridades. A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo rs. 
Quando você está apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa. Isso não é necessariamente falso. Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa. Você só precisa transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela. 

Pensei [tenso] rs... Quem sou eu para responder se algo existe ou não?... Se é possível ser sentido ou não? Mas assim mesmo me afoitei e me afrontei a falar. O amor platônico, diz o pensamento comum, é aquele que não se consuma sexualmente, (na maioria dos casos) é um amor admiração, distante, reverente, encantador e calado da alma. Posso me arriscar a dizer que eu já senti isso, principalmente na fase de que tudo é TUDO, quando o auge (O ponto mais elevado que uma coisa pode atingir.) da bobagem é a bobagem que se quer acreditar e viver, quando não me achava essas coisas todas, então eu “amava” à distância (segura).

Também posso dizer que acredito nessa expressão amorosa. E mais, acho que pode ser um bom treino, antes de adentrarmos nas agruras amorosas. Sabe quando um surfista treina o uso da prancha na areia? Quando um pintor imagina sua obra por um longo tempo antes de expressa-la em uma tela? Quando um beber por horas, dias ininterruptos engatinha até conseguir finalmente seu próprio equilíbrio para se sentir omnipotente e andar? È Isso! São as primeiras disparadas no mar, melhor, no oceano amoroso da vida.

Todavia tive esse tipo de admiração distante até perto dos vinte e poucos anos de idade, nessa época ainda tinha dúvidas sobre o meu poder de atração de realidade de fidelidade.Então eu acho que esse tal amor platônico, existe sim rs... Tem a ver com insegurança, medo, e se demorar muito ele passa do positivo treino para a negativa fuga, mais claro isso depende de como você se porta a ele, de o que você se mostra disposto, de um tipo de experiência, que sim, pode ser muito dolorosa, mas também traz muito prazer e autoconhecimento.

Neste momento de minha vida, eu começo a vislumbrar outro aspecto desse nexo sublime, algo como um amor fraternal, sereno, sem necessidade da paixão avassaladora, algo mais refinado, penso que seria um outro estágio do amor platônico, aquele em que só a presença do outro já preenche todas as necessidades afetivas.Não é mais um amor distante é um amor de alma, onde a união ocorre em outro nível, não mais no físico e sim no espírito e preenche todas as lacunas que jamais um encontro puramente e físico poderá suprir.

Agora posso dizer, amor platônico existiu e existe, em todos os estágios, pelo menos na minha vida. E na sua?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Máscaras

Tenho de confessar que o carnaval das fantasias me cansa. O desfile das escolas de samba me causa um tédio sem fim. Aquelas pessoas bonitas pela máscara usada, aquela que não bobrevive não só os 4 dias do carnaval, mais sim mais dias do que a no calendario anual.
Isso não se deve a nenhuma implicância minha com o carnaval. Eu até que gostaria de sentir entusiasmo. Pensei, então, que, quem sabe, um carnaval diferente… Carnaval da cara limpa, esse seria mais dificil, complicado, até perplexo de pular...

Segundo Bachelard escreveu que máscaras se resume a um ensaio em que chama a nossa atenção para o fato de que, antes de existirem como objetos usados para esconder o rosto, as máscaras moram dentro de nós como entidades de nosso psiquismo. Todas as vezes que olhamos para um rosto e ele nos parece misterioso, lugar onde um segredo se esconde, estamos pressupondo que ele não é um rosto mas uma máscara, uma dissimulação. Isso já é sabido de longa data. Está dito na palavra “pessoa”, que vem do latim persona, que quer dizer “máscara de teatro”. O teatro é algo que precisa de um público para existir, e a falsidade contida nas máscaras, uma pessoa para revela-la Não somos nós que pintamos as nossas máscaras. Álvaro de Campos dizia que ele era o “intervalo” entre o seu desejo, o seu eu verdadeiro, e aquilo que os desejos dos outros haviam feito dele, a máscara. Essa máscara que se chama pessoa e que é representada pelo meu nome é uma evidência de que eu não me pertenço. Pertenço ao público. Pela máscara torno-me um peixe apanhado nas malhas das redes do público. Pela máscara não sou meu. Sou deles. Aí eles me fritam do jeito que desejam.

Há um princípio da medicina homeopática que diz que '' O semelhante se cura pelo semelhante ''
e que esse princípio homeopático é usado: máscaras de papel e tinta para nos libertar da tirania da máscara colada em nosso rosto. Ponho a máscara de papel e tinta sobre a máscara de carne e ninguém fica sabendo quem sou. Fico desconhecido, sem nome. Estou livre do público. Posso deixar que o meu eu verdadeiro saia.
Mas as máscaras de papel e tinta padecem de grave limitação. Chega sempre a hora em que elas têm de ser tiradas. Sobre isso se escreveu um conto, não me recordo o autor.

 - Marido e mulher procuraram conventos onde ficar a salvo das tentações do carnaval. Representavam fielmente o papel que estava escrito nas máscaras coladas sobre os seus rostos. Mas dentro de suas malas os seus eus verdadeiros haviam colocado secretamente máscaras de papel e tinta: escondidos atrás delas eles seriam livres, pelo menos durante os curtos dias de carnaval. As despedidas de marido e mulher nem bem haviam terminado e já as mãos procuravam as máscaras. Adeus conventos! Três dias livres das imposições das máscaras de carne, três dias sem nome, três dias de liberdade. Marido e mulher, escondidos atrás das máscaras, descobriram parceiros maravilhosos com quem dançaram, brincaram e tiveram prazeres nunca tidos um com o outro. Mas, finalmente, a hora de se tirarem as máscaras. Meia-noite: tiradas as máscaras, marido e mulher se descobrem um nos braços do outro…
Carnaval é usar máscara para tirar a máscara. Trata-se de um artifício complicado, que só se usa diante daqueles que é preciso enganar para se ser livre.
Mas não será possível simplesmente tirar a máscara de carne e osso e sermos nós mesmos, sem nenhum disfarce?

É essa busca que se encontra descrita num dos poemas do Alberto Caeiro.
Procuro despir-me do que aprendi,
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar minhas emoções verdadeiras e ser eu, não Alberto Caeiro…


As máscaras de carnaval podem ser colocadas, retiradas pela própria pessoa. Mas a máscara colada no nosso rosto só pode ser retirada por uma outra pessoa. Ela só se desprega da nossa pele quando tocada pelo toque do amor. E assim sabemos que estamos amando: quando, diante daquela pessoa, a máscara cai e voltamos a ser crianças…

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Das pessoas

Pessoas assim;

Como um pedido realizado...
Um sonho encantado,
Sentido açucarado...
Que ameniza a dor do saber...
Sem saber!
Sentir, e basta!
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Olhar nos olhos das pessoas. Qualquer pessoa desconhecida (olhos de pessoas que já conheço é uma condição e não uma paixão). Ando nas ruas procurando olhos, mas quando um olho me olha de volta, desvio.
A paixão é por olhar sem ser vista, quando me descobrem a paixão acaba. Isso porque normalmente as pessoas se incomodam com essa minha mania, não é comum gostar de ser olhado no olho, daí eu tenho que olhar pra baixo, fingir que não tava olhando, corta o meu clima. Podem observar o incômodo que isso causa… Talvez esteja aí uma das minhas dificuldades em participar desse mundo meio virtual. O que muitos acham uma facilidade para se relacionar, pra mim é quase uma incoerência. Da mediação de um computador dá uma sensação mais racional do que eu sou capaz de lidar rs…

Saber os porquês. Me chamam de mental, curiosa e racional. Mas paixão é paixão, não consigo controlar! TUDO tem que ter porquê. A gente pode até não saber qual é, mas existe! O que acontece é que é bem mais fácil me chamar de chata e criticar minha curiosidade, do que admitir algumas ignorâncias. Especialmente quanto àquelas perguntas super-intrigantes de coisas que nunca se tinha parado pra pensar antes. A coisa ficar ainda pior quando essas as duvidas são exatamente aquelas acerca de intimidades ou práticas que repetimos copiosamente sem nunca ter pensado o por que!
O que eu vou citar agora poder ser brega, mas vou fazer assim mesmo rs. Acho que aqui cabe perfeitamente o trecho de uma música que eu adoro, de um artista que eu adoro, e que se pudesse eu casava, [tenso] até porque eu ia ter um sogro muito legal também, maginaaa…

“… Todo mundo diz que sabe ,
Quando diz que não sabe é porquê?
É charmoso não saber algo que todas as pessoas já sabem como é,]
Todo mundo é especial é original, é o que todos queriam ser,
Não basta ser inteligente, tem que ser mais que o outro
Pra ele te reconhecer,
Mas eu…, sou melhor que você
Eu sou melhor que você, …, mas por favor fique comigo que eu não tenho mais ninguém, mais ninguém”
Moreno Veloso ( Eu sou melhor que você ).

Ficar com mãos ressecadas de virar páginas de livros velhos e amar a fantasia de que é uma verdadeira delícia lê-los à sombra de uma árvore. Sim, porque é apenas uma linda fantasia. Fantasia essa, muitas vezes inspiradas por essas próprias paginas velhas. Nunca consegui ler mais de duas páginas deitada debaixo de uma árvore. Não acho a posição certa, ou quando finalmente me ajeito, formigas parecem ter um peculiar prazer em me tirar da posição até que mais uma vez eu desista dessa fantasia…Quanto às paginas velhas e a mão ressecada, dão um ar de quase erudição, essa sensação vintage exerce sobre mim um fascínio, por isso tenho um apego, que nem vários estímulos de um brilhante design gráfico conseguem substituir.

Praticar meu azar no amor com sorte no jogo. O inverso também. Ainda não consegui chegar a um por quê, mas essa é uma ótima "tiro e queda". Não sei se é porque quando estamos apaixonados não nos concentramos muito no jogo, ou porque quando não estamos, procuramos satisfação em outros campos, como uma vitória. Só sei que isso ainda não é muito bem resolvido dentro de mim, mas sem dúvida a jogatina serve como ótimo termômetro da minha vida amorosa! Mais do que horóscopo, sinastria de casais, tarô, Chat de relacionamento. Não invalido essas outras formas, até porque faço uso de quase todas,  mas cada um deve se ater à ferramenta que melhor se entende, certo?!

Seja só... Feliz!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dias



Nesta dança dos dias, o mais difícil é apanhar-lhe o ritmo. Para tornasse um daqueles que dança conforme o vento lhe diz qual vai ser o próximo passo... Fazendo com que o 'hoje' se torne 'óoo hoje!'
Dia sim – O mais fácil - Sobra-nos tempo, energia e disposição para tudo. Vontade loca de fazer tudo que vem na telha, de abraçar o mundo com as idéias, complicado, por vezes, é sabermos por onde começar a dançar.
Dia não – O que não acaba nunca - O que você diz, ' Eu sabia que isso ia acontecer' - A vida parece não querer sorrir. São dias que nascem para correr mal... ou não! Depende da dança que você escolher dançar.  Há um mundo de coisas boas que podem mudar de um momento para o outro a pior das disposições.
Um dia não são dias – O que nos tira a barriga de misérias - Um dia acaba em 24 horas, que tem que serem intensamente vividas. E se de repente lhe apetecer perder o tino, esquecer horários e viver um dia completamente diferente? Não fique à espera. ATREVA-SE! É o melhor que tem a fazer.
Dia a dia – O que teima em nos engolir com o comodismo e a mesmice - Mesmo que aparentemente lhe pareça um dia de trabalho como tantos outros, este é também o primeiro dia do resto da sua vida. Dentro ou fora de casa há pequenos nadas que valem por muito.
Dia a dois – O mais desejado - Namorar faz falta mas a imaginação nem sempre ajuda. Que tal partilhar os seus dias, ou tempo que conseguir, com quem mais ama?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Personalidade x Caráter




Personalidade; Máscara que usamos para o mundo ver.
Caráter; A firmeza moral de uma pessoa, portanto, é o sinal visível de sua natureza interior.
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É indispensavel que tenhamos personalidade, mais se isso não vinher carregado de muito caráter não teria tanta importância, talvez o carrater mais resumidamente seja a soma de nossos vícios, hábitos e virtudes. Com o discernimento, podemos optar por fazer o bem e amar o bem. E você opta por isso la pelos seus 13 / 14 anos ( mais ou menos nessa foto ai rs) quando você escolhe não ser só mais uma cabecinha fútil como a grande maioria, quando escolhe lutar pelo seus ideais, por aquilo que você quer muito ter mais a maioria das pessoas adia a vida inteira, ou pior, não se acha merecedora, mais deixa eu te falar uma coisa... 
você pode ter o que quiser, quando quiser, e a hora que quiser! Se isso é papo de quem é otimista? Sim.. talvez mais se você / eu mesma / não acreditar nas palavras que nos mesmo falamos, quem acreditaria? Quem colocaria fé? Você provavelmente escutaria um... - Legal mais ó vai ser difícil... - Vai com calma, não é tão simples assim... - Você tá viajando... - Para de sonhar com os pés no chão!  Pois eu te digo novamente... - NINGUÉM Por que a maioria dos seres humanos são egoístas e egocêntricos, não acreditam e nem apoiarão algo que não tiverem coragem ou disposição para enfrentar...  
Eu vivo de sonhos
Sonhos reais
Sonhos possíveis
Sonhos sonhados a planejar!

  

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Do ato...

Eu posso ser o que quiser ou o que mais convir...
Eu posso ser varias de mim até centenas em uma só, pra ter a opção que melhor se enquadra...
Eu posso presumir muito, mesmo assim continuo com a opção de prejulgar menos, pra sentir mais
Eu posso ser a tarde que cai e aos pouco deixa ver...
--
Eu gritei.
Eu falei.
Estavam todos surdos;
Esse som bateu na barreira que se cria entre as pessoas, e o eco foi: Estou aqui!
Desci à uma cova profunda, um abismo;
Desci sozinha e me vi bem assim:
Coberta de lodo e lama.
E então gritei aos berros timidamente e longe de todos;
As paredes ouviram e calaram-se;
Abafaram os meus gemidos, gargalhadas e delírios 
Comprimiram-me até de novo explodir n´ua loucura
Da largura, profundidade e altura maior que o mundo cheio de surdos, cegos e tolos;
Tacanhos de mente e de alma.
Incompreendida eu fui, Incompreendida fiquei
No fundo da terra lá estava eu... Procurando respostas, mais para responder? Não, para telas...
Entre paredes coloridas gritando;
Fiquei assim por um espaço de tempo tão eterno que me perdi, sim, no tempo.
Só havia a lua, e que lua linda... Da pra se dizer que eu poderia morar lá...
Tinha o sol também.
Uma dimensão infinita aos outros; sim, todos eles;
Mas não infinita ao que se sente.
Velando os meus passos trementes;
De toda a minha alma consciente.
Eu vi que se tem respostas sim...
Libertando-me aos poucos;
O suficiente para eu entender
O quão longe eu andei.
Felizes são meus loucos passos pela lua que brilha lá no céu!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Certezas e incertezas…




Julgamento… Certezas e incertezas…
Quais os mecanismos que nos leva por tantas vezes… julgar… supor… achar… taxar… rotular…??
Eu acho que não posso. Eu acredito que não é assim. Fulano não é do bem. Acredito que aconteça. Deve ser por isso. Sicrano é baixaria. Tal hora pode ser tarde. Amanhã será melhor. Num sei se acredito mais.
Falas, dizeres, citações que demonstram tantos sentimentos, medos, incertezas, ou até certezas… (ai é pior ainda).
Frente a essa constatação, só sei que nada sei mesmo… É bem aquilo do sei lá entende?
Aliás… Eu tenho uma questão… Acredito ser uma questão chave: Por que o ser humano se comunica, se não se entende?
Por que complica tanto, se é tão fácil viver?
Por que perguntam, se não aceitam as respostas?
Por que querem ver, se não enxergam?
Por que querer saber, como se não vão fazer nada?
E essas contradições vão longe…
É…ainda acho que é melhor ficar pra dentro. Melhor não falar nada.
Ssshhhhiiiiii!!! Silêncio…
Ande sem esbarrar…
Fale sem gritar…
Olhe sem julgar…
Respeite e se respeite…
Observe e se observe.
E já. E sempre…Sempre!

Beijos de Borboleta…

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De inesperado



Não há mais nada que não se aconteça
Nada que não seja previsto, do imprevisto 
Nada que possa surpreender
Não espanta flores nascendo nas calçadas
Não apavora estrelas novas sendo penduradas
Nem o corpo vencendo a física
Nem o cego lendo mímica
Nem a ciência na sua vã experiência e sua cara de
reticências nas coisas que o sentimento pode fazer...
O mais impossível era esse possível
Entre tantos desencontros do encontro
Entre tudo que não tinha nada a ver,
Só tinha que ser para ser inesperado 
E agora que venha o que vier 
Porque de resto nada além,
Agora o que vem já está no esperado...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Qual próxima tacada?


A cada etapa de nossa vida, vivemos momentos nos quais temos de assumir novas responsabilidades. As tomadas de decisões são resultados de aprendizado, vivência, amadurecimento, e normalmente, hesitamos quando estamos na iminência de uma grande decisão.
Na tentativa de não sermos derrotados por nos mesmos, fazemos nossos planos, imaginamos e projetamos todos os resultados e conseqüências para um futuro. Algumas pessoas consideram que a atitude de decidir parece ser mais fácil para uns do que para outros; mas, na verdade, com o passar do tempo, enxergamos as coisas com maior clareza, pois nossas atitudes e nossa percepção a respeito do mundo se tornaram mais amadurecidas. Pelas coisa que te foram dadas ou tiradas, que você conquistou pelo que é, e perdeu também pela pessoa que é.
Agora, somos pessoas adultas, precisamos tomar as nossas próprias decisões. Saber sozinhos quais seram as próximas tacadas nessa loucura que é viver! Mas onde poderemos buscar referências seguras a respeito das nossas intenções? Embora as decisões sejam uma atitude única e particular, sempre estaremos tomando como referência conceitos de outras pessoas, que já tenham experimentado aquilo que intencionamos viver.
Em nossa vida as coisas não são muito diferentes. Antes de assumirmos nossas responsabilidades, precisamos avaliar – com equilíbrio – os nossos propósitos e nossa condição para gerir os resultados de nossas opções. Porque em um determinado tempo, quando você nega a você mesma e ao que você sente, você é o único responsável por aquilo e sozinho pagara. Da mesma forma quando de você sair atitudes admiráveis. Assim atingiremos nossos objetivos e evitaremos arrependimentos.
Por várias vezes admitimos ter tomado atitudes precipitadas, algumas das quais podemos ainda estar vivendo as conseqüências por conta das escolhas mal sucedidas. Mesmo que não seja possível “consultar” o futuro, podemos minimizar os riscos de uma decisão evitando a precipitação em se satisfazer com uma resposta fácil ou ingénua.
A experiência tem demonstrado que as mais acertadas decisões são aquelas que foram assumidas ao conhecermos claramente seus objetivos e ao assumirmos verdadeiramente os seus propósitos. Embora possamos consumir vários dias para discernir uma escolha, não significa que não haverá situações de adaptações, mudanças ou sacrifícios.
O desejo em lutar pelo objetivo proposto nos faz viver a fidelidade de nossa decisão e o sentimento de satisfação nos vem quando percebemos que tomamos uma decisão acertada.
Feliz é aquele que não condena a si mesmo no ato pelo qual se decide...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dar!?


Da mais um copo pra mim da? 
Da mais um do tudo que é o tudo que você não me deu?
Da mais um daqueles dias? Das pinturas que eu não terminei, 
aquela reforma de dentro que eu não fiz...
Das paredes que eu esqueci de derruba, da mais um pouco de mim? 
Da mais dos meu sonhos sonhados? Dos palpites que eu fiz?
Da mais do toque que eu tinha? Do suor que escorria por mim? 
Ou vai guarda tudo?!

Gentileza



Para a maioria das pessoas, a palavra gentileza significa uma postura elegante, refinada, coisa de elite. A gentileza seria a prática corrente do gentil-homem, um termo antigo para designar aristocrata, e tão exclusivo que nem permitia uma versão feminina: alguém aí já ouviu falar de gentil-mulher? Prefiro pensar em gentileza de forma diversa. Prefiro pensar em gentileza como coisa de gente. Gente, no sentido mais elevado do termo. Aquele sentido que usamos quando dizemos: "Fulano é gente". Ser gente é importante. Ser gente é viver a condição humana com generosidade, com altruísmo, com elegância. E a decorrência lógica                                     deste modo de vida é a gentileza.


Hoje somos quase palhaços diante da falta da tal gentileza, como foi me dito é uma qualidade que faz falta em algumas pessoas, acho que isto vem de berço, ou melhor do coração, é como foi dito a mim também, até um "NÃO bem dito é bem aceito do que um "SIM" dito de forma rude. talvez na grande maioria, mais sabe qual o pior? Pior é saber que essa pessoas que não usufruem, podem ser bem mais que aquilo, que elas tem isso como uma qualidade normal do ser humano, mais não as utilizam porque o habito corrompido pela sociedade, pela falta do ensinamento, pela falta de transmissão de alguma forma não as deixa passar essa corrente. Corrente? sim corrente, quer saber faz um teste, der bom dia a alguém com um sorriso enorme nos lábios, pra um alguém que você não conheça bem ou não tenha afinidade, pode ser qualquer pessoas, um professor, motorista de ónibus, alguém em uma banca de jornal, qualquer um, mesmo que o dia daquela pessoas não esteja bom, só o fato de ter recebido um bom dia tão caloroso e com calor nos dentes seus o obriga á no mínimo te responder com um balançar de cabeça, um sorriso meio torto e amarelo...
Pensa nisso, e transmita essa corrente, não fique na ignorância do seu ser, por achar que se não fazem não vou fazer também...



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Às vezes três Quatro... cinco... seis...



Eu sou assim / Duas mulheres dentro de mim… Às vezes três Quatro... cinco... seis... 
Depende de quem ver / Talvez seja uma por mês. / Diversifico-me 
Existe momentos em que dou um grito  / Apresento ao mundo a minha cor 
Em outros momentos, só consigo falar de amor / A mais romântica / Melodramática Imóvel 
Chorosa ou nervosa  / Carente e Carinhosa / Vingativa ou inconsequente!
É nestes momentos em que eu não me apercebo / E transformo-me numa mulher 
Coberta de sutilezas / Séria e sem defesas / No minuto seguinte 
No papel de mulher fatal / Transformo-me logo na tal 
E nesses momentos sou a dona do mundo / Segura e destemida 
Presunçosa e atrevida. / Rasgo todos os meus segredos ao meio 
E exponho-me num letreiro / De poesia ou texto 
Assalto, incendeio...
Conto o que ninguém tem coragem de contar 
Explico detalhes que nem é bom me lembrar 
Sou assim  / Várias de mim
Sorrisos por fora  / Por dentro um tormento legal 
No rosto nem um único sofrimento  / No corpo uma explosão de prazer 
Nos olhos, deixo o meu desejo se perceber.
Na vida real sou muito mais complicada / E desifravel
Sou uma em mil  / E quem tentou, descobriu 
Que viver ao meu lado  / É viver dentro de um campo minado 
Que vai explodir em qualquer momento de felicidade / Mas quem esteve nele 
Nunca mais quis fugir...

domingo, 17 de outubro de 2010

Dos meus dias...



Cada dia eu me re-aproximo de mim mesma
como se eu tivesse me perdido nesse mundo em um determinado espaço
de tempo que eu não conseguisse mais alcançar com as próprias mãos!
Dos velhos amigos, das velhas brincadeiras bobas 
e inocentes, dos velhos e naquela época gestos de carinho tão singelos.
Do bom dia por carinho e não por obrigação, do aperto de mão forte, não aquele frio e apático...
Das conversas na calçada durante horas, dos amigos de anos traz, do simples da vida, que é o feliz...
e que você diz onde encontro a felicidade...
Do querer ser menos do que as pessoas esperam, mais bem mais do que elas imaginam, de ser gentil,
amável e doce... 
Do jeito de falar o necessário mais estritamente crucial na hora certa quando as pessoas precisam de você,
de ter poucos amigos mais que caibam na mão, porque quando essa mesma mão cair e precisar, serão eles 
que estariam la pra te estender a outra que seriam apenas de amiguinhos colegas conhecidos...
Do mais importante que eu tenho... Minha família e minha fé!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Chocolates, sorrisos e brincadeiras...



A saudade me visitou e trouxe-me momentos tão especiais! 
Chocolates, sorrisos e brincadeiras...
Momentos esses meus e seus, estocados em algum lugar inexplicável aqui dentro, que conseguimos proporcionar com tanta facilidade quando estamos perto, com tão pouco.
Momentos do tempo em que eu era feliz e não sabia que era feliz com tanta veemência, 
com tanto menos do que eu esperava...Há! Momentos tão distantes... Apesar de não me reconhecer na imagem tão alegre, torta e sonhadora, sou eu. 
É você... Somos nós....
Nossa aparência não é a mesma, porque por dentro e por fora amadurecemos de algum jeito mas nossos olhares ainda tem o mesmo brilho... O mesmo quente intacto.
O tempo não conseguiu quebrar o elo que sempre nos ligou. 
Nosso sentimento foi mais forte do que a distância e foi alimentado todos os dia por lembranças tão vivas!
A mesma canção que foi testemunha da nossa despedida, hoje se transforma na trilha sonora.  Distantes e tão próximos... Somos o mais próximo de alma gêmea!
Todas as fugas me levaram a você, todos aqueles planos sem conclusões, e desejos sem empenho, todos atalhos me conduziram á mesma estrada que percorrias...
Só me resta render-me que foi forte o suficiente...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Na beira do cais...



(8)
Tem um pedaço do meu peito bem colado ao teu,
Alguma chave, algum segredo que me prende ao seu,
Teu jeito perigoso de me conquistar,
Teu jeito tão gostoso de me abraçar,
Tudo se perde, se transforma, se ninguém te vê.
Eu busco às vezes nos detalhes encontrar você,
O tempo já não passa, só anda pra trás,
Me perco nessa estrada....
Passa o dia, passa a noite.
Coração no peito sofre sem você do lado,
Dessa vez tudo é real, nada de fantasia...
---
Ai eu do um sorriso e choro, por que eu sei que eu te tenho na mão,
sonho com os olhos abertos, e vendo os carros passarem, mais mesmo assim 
os pés flutuando, lembro daquele sonho nosso que hoje é realidade, que hoje eu
vivo a realidade, tempo que passa, que não da pra controlar, mais que da pra
sugar toda a intensidade, essa é a nossa historia, minha e sua...
Vou ficar filosofando na beira do rio, vendo aquele navio passar, na beira do cais.Amo Noite e Dia....

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sabe quando a lua espera pelas estrelas?


E se eu te encontrasse, de trás daquele sonho perdido,
no pensamento distante, e se
eu soubesse a palavra certa pra usar,
quando acontecer aquele sorriso torto e tímido,
que franje as sobrancelhas,
e marca as expressões que você tem pelo rosto...
Quando acontecer de ser provocado aquele teu sorriso
bobo e infantil que parece ser tão adulto, o toque das
mãos firmes e gelados...
ai... ai... ?!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Das escolhas...



Quais as consequências dessas escolhas?"


- "Será que a escolha que estou fazendo vai trazer felicidade para mim e para os que me cercam?"
É difícil selecionar as nossas escolhas, mas é importante que assim seja para que os resultados sejam satisfatórios para nossa vida.
São nossas escolhas que determinam o nosso destino. Nossas atitudes dependem delas. Quanto mais inseguros somos, mais delicada fica a nossa caminhada. Poucas pessoas percebem que não decidir já é uma escolha. E, a bem da verdade, é a pior possível, porque ficamos reféns das decisões e escolhas dos outros.
    As pessoas passado orientadas ficam querendo mudar o que fizeram, como se pudessem entrar na máquina do tempo. Tendem a se lamentar ou arranjar culpados e estão mais voltadas para ameaças. As pessoas futuro orientadas buscam resultados, aceitam as situações existentes como um ponto de partida, não confundindo aceitação com conformismo, e procuram identificar e agir de acordo com as oportunidades. De qualquer forma é conveniente citar Franklin Delano Roosevelt: "O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas deveriam ter sido feitas."
   A consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou retificá-las. E esta é uma grande escolha final. É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base em Jean P. Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim." Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para a frente.

Iai você não vai mudar mesmo? Vai deixar tudo como ta? Pelo conformismo ou pela aceitação?
Pense nisso...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Adivinha...


Adivinha...
Hoje eu vi, eu vi aquele lua que brilha la no céu...
Eu vi o jeito como eu fico quando penso em você, e eu vi isso quando olhava no espelho,
quando olhei pela sei la qual vez a sua foto no meu mural, sentindo novamente
o perfume que você adorava sentir inalando de mim...
Eu relembrei quando eu fazia milhões de planos mirabolantes, e nos insistíamos em acreditar, eu vivi novamente em instantes aqueles desejos exorbitantes...
Dai eu descobri acima do sol o sentido de esta aqui... e redescobri tudo isso que ainda me pertence...
ai eu tenho vontade de tomar você no gole só...
Querendo te reaprender como se o tempo não passasse,como se as folhas das
 árvores não resolvessem esta mais nas pontas dos galhos quando a primavera chegasse,
como se eu não pudesse sair do meu casulo, e viver como larga, mais hoje eu já
sou uma borboleta, e você, talvez um pássaro sem definição certa...
 Esse sentimento é lindo...


''O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações:
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas:
amplia-se com as ausências significantes."








sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Túnel da imaginação!

Ontem, eu não estava preparada para me envolver, de novo, em mais uma confusão sentimental. Elas são divertidas rsrsr... Contem toda a arte de viver. As pessoas têm mania de me colocar nelas, mesmo eu estando desinteressada e distante da situação li-te-ral-men-te. Não necessita ter um grande senso geográfico para sacar a minha distância nisso. Apenas saber que eu estou aqui na América Latina e o outro alguém no continente Europeu/Asiático. Cansei do assunto do dia pra aquelas pessoas que um dia valem à pena, e no outro, eram só paisagem. Cansei de querer e não poder. Mas ainda quero muito mais, estranho ne? De não ter a palavra-chave: reciprocidade. Cansei de amar e não poder amar com voluptuosidade. Viver um amor na esquina do mundo. Sem direito a toques, a cheiros, a imperfeições e a beijos eternos de 30 minutos. Mandei tudo às favas, e disse vá pastar! Rude? Talvez, porem necessário. Veja se me encontra em outra esquina do mundo. Quando eu conseguir ter esquecido todas as promessas trôpegas e os momentos doces.

Depois eu terminei tendo uma briga feia com um anjo que se veste de diabinho. E têm dias que ele é um diabinho lindo, mesmo assim, me atormenta até ele pensar que sou eu quem perde. Mas, na verdade, nós dois ganhamos mais e mais laços afetivos. Logo depois, recebi uma notícia que me deu o resto das cores da tarde, o mundo fez-se em branco e preto e mais um montão de cores, já não restava mais nada, apenas um sorriso irradiante. Então, resolvi sair do trabalho e fazer um dos meus programas preferidos, ir ao cinema sozinha. Escolhi o filme pelo género e título, já que comédias românticas sempre trazem respostas para as minhas dúvidas existenciais, ironico isso! (Que são as minhas preferidas.) E lá estava eu , com minha pipoquinha, me divertindo com o resto do público, assistindo um filme de história e trilha sonora deliciosas, dando milhões de gargalhadas suaves, que me percorriam tão suavemente e me liberavam algo, que só eu consigo liberar dentro de mim mesma, parecendo que foi feito pra mim. Porque tive direito a respostas esperadas, a bandas adoradas e a papagaio em todo o roteiro.
Sabe, eu continuo aprendendo a encerrar ciclos. Fechar as janelas. Deletar as fotos do meu subi. Desativar a webcam. Ou simplesmente apagar a luz, sem o costumeiro ”Boa noite”. A despedida é uma das dores mais complicadas de se conviver, mais uma das mais deliciosas de se renovar. Mesmo ela agindo por dentro, provocando um turbilhão de pensamentos em mil pedacinhos pra depois esmagar, juntar e sorri. A perda é um dos fatores decisivos de como continuar a nossa própria história. Pois criamos coragem para vencer alguns medos e reestabelecer nosso auto-crescimento. Uma das frases interessantes do filme foi a “quando uma coisa acaba é porque outra está para começar”. E é assim que devemos seguir a nossa vida. Em momentos ganhando, em outros momentos perdendo. Ou vivendo intensamente com o que temos em nossas mãos.

Sai do cinema com passos e pensamentos flutuantes, largos e cheios. E encontrei o “Sr. Inusitado NOVO” sentado me esperando. Parei na sua frente, abri um imenso sorriso, segurei na sua mão e perguntei “E então? Para onde vamos?”.