sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Túnel da imaginação!

Ontem, eu não estava preparada para me envolver, de novo, em mais uma confusão sentimental. Elas são divertidas rsrsr... Contem toda a arte de viver. As pessoas têm mania de me colocar nelas, mesmo eu estando desinteressada e distante da situação li-te-ral-men-te. Não necessita ter um grande senso geográfico para sacar a minha distância nisso. Apenas saber que eu estou aqui na América Latina e o outro alguém no continente Europeu/Asiático. Cansei do assunto do dia pra aquelas pessoas que um dia valem à pena, e no outro, eram só paisagem. Cansei de querer e não poder. Mas ainda quero muito mais, estranho ne? De não ter a palavra-chave: reciprocidade. Cansei de amar e não poder amar com voluptuosidade. Viver um amor na esquina do mundo. Sem direito a toques, a cheiros, a imperfeições e a beijos eternos de 30 minutos. Mandei tudo às favas, e disse vá pastar! Rude? Talvez, porem necessário. Veja se me encontra em outra esquina do mundo. Quando eu conseguir ter esquecido todas as promessas trôpegas e os momentos doces.

Depois eu terminei tendo uma briga feia com um anjo que se veste de diabinho. E têm dias que ele é um diabinho lindo, mesmo assim, me atormenta até ele pensar que sou eu quem perde. Mas, na verdade, nós dois ganhamos mais e mais laços afetivos. Logo depois, recebi uma notícia que me deu o resto das cores da tarde, o mundo fez-se em branco e preto e mais um montão de cores, já não restava mais nada, apenas um sorriso irradiante. Então, resolvi sair do trabalho e fazer um dos meus programas preferidos, ir ao cinema sozinha. Escolhi o filme pelo género e título, já que comédias românticas sempre trazem respostas para as minhas dúvidas existenciais, ironico isso! (Que são as minhas preferidas.) E lá estava eu , com minha pipoquinha, me divertindo com o resto do público, assistindo um filme de história e trilha sonora deliciosas, dando milhões de gargalhadas suaves, que me percorriam tão suavemente e me liberavam algo, que só eu consigo liberar dentro de mim mesma, parecendo que foi feito pra mim. Porque tive direito a respostas esperadas, a bandas adoradas e a papagaio em todo o roteiro.
Sabe, eu continuo aprendendo a encerrar ciclos. Fechar as janelas. Deletar as fotos do meu subi. Desativar a webcam. Ou simplesmente apagar a luz, sem o costumeiro ”Boa noite”. A despedida é uma das dores mais complicadas de se conviver, mais uma das mais deliciosas de se renovar. Mesmo ela agindo por dentro, provocando um turbilhão de pensamentos em mil pedacinhos pra depois esmagar, juntar e sorri. A perda é um dos fatores decisivos de como continuar a nossa própria história. Pois criamos coragem para vencer alguns medos e reestabelecer nosso auto-crescimento. Uma das frases interessantes do filme foi a “quando uma coisa acaba é porque outra está para começar”. E é assim que devemos seguir a nossa vida. Em momentos ganhando, em outros momentos perdendo. Ou vivendo intensamente com o que temos em nossas mãos.

Sai do cinema com passos e pensamentos flutuantes, largos e cheios. E encontrei o “Sr. Inusitado NOVO” sentado me esperando. Parei na sua frente, abri um imenso sorriso, segurei na sua mão e perguntei “E então? Para onde vamos?”.

Nenhum comentário: