quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As Malas...

Recomeço!


Já imaginei começar este texto de diversas formas. Não queria parecer injusta, ser infeliz com alguma palavra ou colocação, e alguma má interpretação. Não queria parecer ofendida, nas palavras. Há dias penso então em só como começar. Engraçado né? O inicio é complexo mais depois da segunda linhas tem que se troca a caneta depois que a consciência domina o pensamento... E hoje estou começando.
Se dói? Dói! Se quero sorrir? No fundo, no fundo não. Se já me olhei no espelho me perguntam; eu respondo que sim, hoje sim!
Quando nós resolvemos gostar de alguém, simplesmente gostamos, simplesmente doamos. É um longo caminho até encontrar pontos em comum que realmente são importantes pra você. Nós nos negamos muitas vezes. Queremos dizer não e falamos sim, para extrair um sorriso da pessoa. E não adianta dizer que nunca mais você vai fazer isso ou aquilo pra mais ninguém na sua vida, que você acaba sempre fazendo mesmo. (Ditado que minha mãe sempre fala - ''Ligua não tem osso, mais quebra dente) kkk...
Então vamos começar pelo fim. - Sim, acabou! E quando isso acontece na vida da gente, temos muitas escolhas a fazer. E uma delas é chorar e deixar com que o tempo transforme todo amor em quase nada e cure todas as feridas. Ou sorrir e deixar um novo AR entrar dentro de você e simplesmente respirar e respirar. Você vai sentir uma sensação de vazio. Silêncio absoluto... Vontade de chorar. E enquanto a chuva cai lá fora, o seu desejo é abraçar ela, e deixar que ela te abraçar também. Sabe quando o choro se mistura com ela? O quente com o frio? É muito bom...
Acabou (ponto final) é hora então de cortar o cabelo. Mudar umas roupas do armário. Ir à casa de um parente que você não vê a muito tempo. Observar uma criança brincando, sorrir só porque você viu alguém sorrido e fazer novos planos, -  porque novos planos são bons, bons demais...
Acabou (ponto) não diga pelos cantos que nunca mais vai fazer as coisas que você fazia por essa pessoa que te deixou pra mais ninguém (porque você vai sim). Eu mesma não disse isso e nunca quero dizer, porque na verdade eu quero ter alguém para quem eu possa dedicar o que há de mais precioso em mim, meu tempo e carinho. Quero ter alguém para eu imaginar seu presente de natal, para imaginar o presente de aniversário. Alguém para imaginar alguma coisa, em qualquer data, em qualquer dia, em qualquer lugar.
Não sinto, culpada por absolutamente nada. Muito pelo contrario, me sinto bem, com tanta vida, que falta espaço em meus pulmões para tantos “ares” novos. Eu me emociono com a minha força, que eu não sei de onde vem, (acho que é por ser muito racional) mas que existe dentro de mim e grita: “eu te ajudo, vamos caminhar”.
Eu começo a fazer as malas novamente. Tiro umas lembranças daqui, coloco umas outras ali e já estou pronta outra vez. Um passo de cada vez. Como disse, não sou muito de correr, então quem quiser andar comigo vai ter que me esperar.
Lágrimas teimosas querem cair a qualquer momento, e eu não coloco censura nisso. Elas também já estão livres agora.
Quando eu olho pra frente, vejo um mundo de possibilidades, vejo quais são meus sonhos e estabeleço novas metas. Eu quero mais, muito mais. O sentimento que eu tenho é de missão cumprida. Pois eu sei que sim eu fiz tudo o que eu poderia fazer por relacionamentos, não é nem pela pessoa, mas pelos sentimentos verdadeiramente envolvidos. Sinto-me como que se eu tivesse carregando um grande presente e que ele não estava pronto para ser dado para tal. A verdade é que nós sempre estamos prestes a entregá-lo, mas a pessoa que acaba não pegando ele.

E o papai noel ta chegando!?
''J

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