sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Chaves
E lá estava. No sonho estava igualzinho ao que ela lembrava. Ela teve vontade de ir lá e abraçar, falar o tanto que sentiu falta desse sentimento. Se soubesse quantas vezes ela reproduzio essa cena! Quantas vezes ela o procurara! Se soubesse quantas vezes ela olhara para a lua, falou com o mar, indagou as estrelas, questionou sobre respostas...
-Eu te procurei muito. Disse ela.
Você não me achou?
-Não, eu procurei por toda parte mas não achei.
(Se olharam longamente. Ela percebeu que havia um cordão prateado nas mãos.)
-O que é isso?
Uma chave.
-Chave de quê?
De um coração.
(Ela encarou.)
-De que coração?
Do seu.
Ela instintivamente pôs a mão no coração.
Ela a encontrei a algum tempo.
Continuou.
Mas eu não sabia onde era a entrada. A chave estava perdida ai bem de traz de você. Quando descobri, vim aqui para te mostrar. O seu coração estava fechado e a chave estava logo ali.
E eu não quero que ele fique assim. Então, peguei e te trouxe de volta.
Colocou o cordão no pescoço dela, segurou sua mão.
Nesse momento ela acordou!
-Foi só um sonho?! Não Não -Questionou a si mesma.
Sentiu uma coisa fria no seu peito. Viu que tinha um cordão pendurado no seu pescoço. No fim do cordão, uma minúscula chave prateada brilhava, estranha sensação de já conhecer aquele objeto, familiar e de enorme empatia...
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Ps* Pensando aqui quantas vezes nos já entregamos as chaves para a pessoa errada sem perceber, e tantas vezes seguramos chaves erradas também!
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